Contatinho da Faculdade | História Real de Uma Relação Sem Compromisso [+18]
A primeira vez que a gente transou foi depois de uma festa na república da Engenharia. Bebida, música alta, gente demais num espaço pequeno demais. A Laura era da Arquitetura, eu da Comunicação. A gente tinha se esbarrado algumas vezes no campus — um “oi” no corredor, um sorriso na fila do bandejão — mas nunca tinha rolado nada além disso.
Naquela noite foi diferente.
Ela estava encostada na parede da cozinha, copo vermelho na mão, conversando com as amigas. Quando nossos olhos se encontraram, teve aquele… clique. Não foi romântico. Não foi “amor à primeira vista”. Foi químico. Animal. Puro desejo sem filtro.
Três horas depois eu estava no quarto dela na república da Vila Madalena.
Não teve romantismo. Não teve conversa profunda sobre a vida. Foi direto ao ponto. Ela trancou a porta, botou uma playlist no Spotify — volume no máximo — e me puxou pra cama.
O beijo já começou desesperado. Mãos arrancando roupa com urgência. Ela tirou minha camiseta. Eu abri o short dela. Em menos de um minuto a gente tava só de roupa íntima, corpos colados, respiração já descontrolada.
“Você tem?”, ela perguntou, a voz rouca.
“Tenho.”
“Então me fode logo.”
Não foi romântico. Não foi aquela primeira vez de filme com trilha sonora melosa. Foi intenso, suado, barulhento. A cama batia na parede. Ela gemia sem se importar se os colegas de rep iam ouvir ou não. Quando gozamos — quase junto, ela primeiro, eu segundos depois — ficamos ali respirando forte, suor esfriando na pele.
Achei que ia ser só aquilo. Uma noite. Uma transa boa. Fim.
Na manhã seguinte, ela tinha aula às oito. Eu saí às sete. A gente se despediu com um beijo rápido e um “foi bom”. Sem pedir número. Sem prometer nada.
Mas três dias depois, ela me mandou mensagem no Instagram.
“Tô sozinha. Vem?”
Duas palavras. Eu já estava pegando a chave do carro.
E aí começou.
A gente não conversava sobre sentimentos. Não saía pra jantar. Não tinha aquele papo de “o que nós somos”. A gente tinha um acordo tácito: sem perguntas, sem expectativas, sem drama. Só química explosiva e a liberdade de fazer o que quisesse um com o outro.
E funcionava. Funcionava tão bem que dois meses depois a gente ainda tava nisso.
***
Na terceira vez que nos encontramos, a coisa já tinha evoluído.
A mensagem chegou durante a aula de Semiótica: “Saio em 20min. Vem?”.
Eu já estava guardando o caderno antes mesmo do professor liberar a turma.
Quando cheguei na república, os colegas dela estavam na sala jogando videogame. Ela me levou direto pro quarto, trancou a porta, aumentou o volume da música.
“Senta aí”, ela disse, apontando pra beirada da cama.
Eu sentei. Ela ficou de pé na minha frente, tirou a blusa devagar — provocando. Depois o sutiã. Os peitos na altura do meu rosto.
“Chupa”, ela mandou.
E eu obedeci.
Passei a língua num mamilo, depois no outro. Ela segurou minha cabeça, dedos no meu cabelo, controlando. Quando comecei a sugar com mais vontade, senti ela gemer baixinho.
Aí ela me empurrou de volta na cama e desceu. Abriu meu cinto, puxou a calça jeans junto com a cueca. Meu pau já tava duro antes mesmo dela tocar.
“Vou te chupar até você implorar”, ela disse, olhando pra cima com aquele sorriso safado.
E não foi ameaça vazia.
Ela começou devagar. Língua percorrendo da base até a cabeça, lambendo como se tivesse todo o tempo do mundo. Depois engoliu — devagar, sentindo — até a garganta. Eu segurei o lençol com força tentando não gemer alto.
A técnica dela era absurda. Mão na base fazendo movimentos circulares enquanto a boca subia e descia num ritmo perfeito. Cada vez que ela olhava pra cima, vendo minha reação, acelerava mais um pouco.
“Laura… porra…”, eu consegui falar.
Ela tirou da boca só pra sussurrar: “Ainda não. Aguenta mais um pouco”.
E voltou. Mais rápido agora. Língua girando na cabeça, mão trabalhando, saliva escorrendo. Eu tava tão perto que—
Ela parou.
“Ainda não”, repetiu, subindo pra me beijar. “Primeiro eu quero gozar na sua boca.”
Virei ela na cama, tirei o short e a calcinha dela num movimento só. Abri as pernas dela e desci.
A primeira lambida arrancou um gemido alto. Ela tava tão molhada que senti o gosto imediatamente. Passei a língua inteira, devagar, provando cada centímetro. Quando cheguei no grelo, fiz círculos com a ponta da língua.
“Aí… aí…”, ela sussurrou, mãos no meu cabelo.
Continuei no grelo enquanto dois dedos entravam e saíam, curvando pra cima, procurando o ponto certo. Quando achei, senti ela arquear.
“Não para… não para…”
Acelerai. Língua trabalhando sem parar, dedos no ritmo perfeito. Ela começou a tremer. As coxas apertaram contra minha cabeça. A respiração virou gemidos curtos e desesperados.
E então ela gozou. Forte. O corpo inteiro tenso, depois relaxando em ondas. Eu continuei devagar, prolongando, até ela me empurrar de tão sensível.
Quando subi pra beijar ela, ainda sentindo o gosto, ela virou a gente na cama. Ficou por cima.
“Agora eu quero você dentro de mim”, ela disse, já pegando a camisinha da gaveta. Colocou com prática, depois me guiou até a entrada. Não teve preliminar. Ela simplesmente sentou, me engolindo de uma vez.
Fechamos os olhos ao mesmo tempo. A sensação dela apertando meu pau, molhada e quente… indescritível.
Ela começou a mover, devagar no começo, balançando os quadris num ritmo que parecia ensaiado. Aumentei o volume da música com o controle remoto que tava na beirada da cama. A gente precisava.
“Me bate”, ela pediu. “Nos peitos.”
E eu obedecei. Leve no começo, depois mais forte. Ela gosta.
Quando o ritmo dela acelerou, eu a virei de barriga pra baixo. De quatro, ela ofereceu o traseiro. Entrar por trás, vendo aquela bunda… é diferente. A profundidade. O controle.
“Pega mais forte”, ela pediu.
Segurei os quadris dela com força e socava fundo. A cama batia na parede. A música tava alta, mas não o suficiente. Ela pegou um travesseiro e meteu o rosto nele pra abafar os gemidos.
“Assim… assim… não para…”
Eu senti ela apertar mais. Os movimentos dela ficaram mais desesperados. Estava perto.
“Vamos juntos”, eu sussurrei no ouvido dela, curvando sobre as costas dela. “Me dá tudo.”
Ela olhou pra trás, os olhos cheios de desejo. “Eu já tô quase… quase…”
Acelerei mais. Cada golpe mais profundo que o anterior. Sentia a pressão subindo. Ela gemeu alto — bem alto — contra o travesseiro. O corpo dela tremer. E eu senti aquele aperto final, aquela contração que me levou junto.
Gozei com força, gritando contra o ombro dela pra não fazer barulho demais. Ela gemeu, apertando o travesseiro. A gente ficou assim por um minuto, suados, sem fôlego, colados.
Quando me retirei, ela virou na cama, o rosto vermelho, os cabelos bagunçados. Um sorriso satisfeito.
“Ainda bem que você veio.”
***
Duas semanas depois a gente experimentou algo novo.
Era uma terça à noite. A gente tava na arquibancada do ginásio da USP, vendo um jogo de basquete universitário. Nem a gente se importava com quem tava ganhando. A tensão entre nós era eletrizante. Cada vez que a gente se esbarrava, cada olhar trocado… era combustível.
No meio do segundo tempo, com a torcida gritando, ela sussurrou no meu ouvido: “Banheiro feminino. Tenta entrar comigo.”
Fiquei paralisado por um segundo. Banheiro da universidade? No meio de um jogo?
Ela já estava se levantando, me puxando pela mão. Cruzamos a arquibancada, subimos as escadas. O banheiro era vazio. Ela trancou a porta por dentro.
“Rápido”, ela disse, já abaixando o jeans.
Eu empurrei ela contra a pia, espalhei as pernas dela com o joelho. Sem camisinha. Eu não tinha.
“Não importa”, ela disse, sentindo minha hesitação. “Só entra.”
E eu entrei. Cru. A sensação dela sem barreira… diferente. Mais intenso.
“Cuidado pra não fazer barulho”, ela pediu, me vendo no espelho. Os olhos dela brilhavam.
Comecei devagar, empurrando fundo. Cada vez mais fundo. Ela apoiou as mãos na pia, arqueando as costas. O reflexo no espelho era pornográfico. O meu corpo cobrindo o dela, o movimento dos nossos quadris se encontrando.
“Me dá tudo”, ela pediu, a voz trêmula.
Socava mais forte. O som da pele batendo na pele. Ela tentou abafar um gemido, cobrindo a boca com a mão. Eu puxei o cabelo dela, forçando ela a olhar no espelho.
“Observa a gente”, eu mandei.
Ela obedeceu. Os olhos dela me encontraram no reflexo. Foi quando percebi. Ela não tava apenas gostando. Ela precisava disso. Assim como eu.
“Não para”, ela gemeu, os dedos se prendendo na borda da pia. “Não para agora.”
A porta do banheiro rangeu. Alguém tentou abrir.
Trancada.
“Alguém está usando”, gritou uma voz do lado de fora.
Laura me olhou no espelho, pânico e excitação misturados nos olhos. Ela não pediu pra parar. Pelo contrário. Ela empurou os quadris de volta contra mim.
“Rápido”, ela sussurrou. “Termina agora.”
Eu acelerei. Batidas rápidas e fortes. Profundas. Sentia a pressão subindo, incontrolável. Ela gemeu baixinho, tentando se controlar. A batida na porta ficou mais insistente.
“Laura? Você está aí?”
Era a colega de quarto dela. Do lado de fora do banheiro. Aí a tensão virou outra coisa.
“Responde”, eu sussurrei no ouvido dela.
“Estou aqui! Um minuto!”, ela gritou, a voz embargada. “Estou enjoada!”
A pessoa do lado de fora hesitou. “Tudo bem?”
“Tudo bem! Só preciso de um minuto!”, Laura gritou de volta.
E aí ela olhou pra mim no espelho. “Vem. Agora.”
Socada final. Duas. Três. Ela gemeu, o corpo inteiro tremendo. Eu gozei dentro dela, sem camisinha, num espasmo que me deixou fraco. A gente se agarrou, respiração ofegante, correndo o risco de ser pego a qualquer segundo.
“Eu vou te ligar pra ver se você precisa de ajuda!”, a colega gritou.
“Faz isso!”, Laura respondeu, já me empurrando pra fora.
Eu arrumei a calça o mais rápido que pude, coração martelando. Ela deu um beijo rápido nos lábios.
“Foge agora. Eu te mando mensagem.”
Saí do banheiro, passando pela colega que estava com o celular na mão. Dei um aceno de cabeça, a cara mais inocente que consegui fazer.
“Nojo”, ela disse, entrando no banheiro.
Ri enquanto corria pelos corredores do ginásio, a adrenalina ainda correndo nas veias.
***
Na sexta seguinte, a gente tava no meu apartamento em Pinheiros. Mais espaço, mais privacidade. Menos tensão, mas com compensação.
“Eu quero de uma forma que a gente nunca fez”, ela disse, já sem roupa, esticada na minha cama. “Eu quero provar tudo.”
E começou. Ela me deitou de costas e começou a me beijar. Não no corpo todo. Foi direto pro ponto. Abaixou a cabeça e me engoliu inteiro, de uma vez. Sem preparação. Sem preliminares.
Engoliu até a garganta, segurou por um segundo — sentindo o pulso lá dentro — e subiu devagar. A visão dela me olhando, com meu pau na boca, a saliva escorrendo… deu um nó na minha garganta.
“Você gosta disso?”, ela perguntou, a voz rouca, me masturbando devagar.
“Sei que você gosta”, eu respondi, puxando ela de volta pra baixo.
Ela continuou. Técnica perfeita. Mão trabalhando o que não cabia na boca, língua fazendo círculos na cabeça. Às vezes parava só pra lamber os ovos, uma de cada vez, antes de voltar ao pau.
“Seu pau tem um gosto tão bom”, ela sussurrou, olhando pra cima com aquele olhar que só ela tem. “Quero você gozando na minha boca.”
“Calma lá”, eu disse, puxando ela pra cima. “Ainda não. Primeiro é a minha vez.”
Virei ela na cama, abri as pernas dela devagar, admirando. A buceta dela já estava molhada, brilhando. Passei o dedo, sentindo o calor.
“Me chupa”, ela pediu. “Me chupa como se fosse a última vez.”
E eu atendi. Comecei com beijos na coxa interna, perto do joelho, subindo lentamente. Ela já gemia antes mesmo de eu chegar lá.
Quando minha língua tocou a buceta dela pela primeira vez, ela gemeu alto. Sem música pra abafar. Sem paredes finas. Ela podia gemer à vontade.
E ela gemia.
Lambi devagar, explorando cada centímetro. A entrada, os lábios, o grelo. Usei a língua inteira, plana, provando tudo. Depois concentrei no grelo, fazendo círculos com a ponta, sentindo ela tremer.
Dois dedos entraram, fáceis de tanta molhação. Fui procurando o ponto, curvando os dedos pra cima. Quando achei, o corpo dela arqueou todo.
“Aí… aí… aí…”, ela repetia, as mãos prendendo no meu cabelo.
Ela gosta de dominar. Até no oral. Ela segurava minha cabeça, controlando o ritmo, me prendendo contra ela. “Não para… não para… porra, não para!”
Acelerei. Dedos no ritmo certo, língua no grelo. Ela começou a tremer. As coxas apertaram contra minha cabeça. A respiração ficou ofegante.
“Vou gozar… vou gozar…”, ela avisou, a voz embargada.
E aí ela gozou. O corpo inteiro tenso, depois relaxando em ondas. Eu continuei lambendo devagar, prolongando o prazer, até ela me empurrar, muito sensível.
Quando subi, ela beijou minha boca, lambendo os próprios sucos. “Agora é a minha vez.”
Empurrou me na cama, montou por cima. Pegou outro preservativo na minha gaveta, colocou com prática, depois me guiou até a entrada dela.
Sorriu. “Amou o sabor?”
“O melhor”, respondi.
Ela sentou, me engolindo de uma vez. Ficou parada por um segundo, apenas sentindo. Depois começou a mover. Balanço dos quadris, circular, profundo. Cada movimento era uma provocação.
“Gosta de me ver assim?”, ela perguntou, as mãos no meu peito.
“Adoro.”
Ela acelerou. O ritmo dela era controlado, preciso. Sabia exatamente o que fazia. Sabia exatamente como me levar ao limite.
“Me dá uns tapas”, ela pediu. “No rosto.”
E eu obedecei. Tapas leves no começo, depois mais fortes. Ela gemeu a cada um, os olhos fechados. “Mais forte.”
Eu dei uns tapas mais duros, não o suficiente pra machucar, mas suficiente pra marcar. A bochecha dela ficou vermelha. Ela sorriu.
“Agora me bate nos seios.”
Ela se inclinou, os seios pendentes na minha frente. Bati num, depois no outro. Mais forte a cada vez. Ela gemeu, os mamilos endurecendo mais ainda.
“Suga”, mandou.
Sentei na cama, ela ajoelhou na minha frente, ofertando os seios. Chupei um, depois o outro. Ela segurava minha cabeça, os dedos no meu cabelo, controlando.
“Morde”, pediu.
Eu mordi um mamilo, devagar no começo, depois mais forte. Ela gemeu alto, o corpo tremendo. “Não para.”
Continuei mordendo, sugando, mamando. Uma mão minha descia pelas costas dela até o rabo. Apertei, depois dei uns tapas firmes na bunda dela.
“Duro assim”, ela pediu.
Bati mais forte. A mão marcando na pele dela. Ela gemeu, o corpo respondendo. Quando bati a terceira vez, ela olhou pra mim, o rosto cheio de desejo.
“Vamos pro cuzinho”, ela disse.
Fiquei paralisado por um segundo. A gente nunca tinha feito isso. Sempre foi combinado: buceta só. Era uma regra tácita, um limite que a gente nunca cruzou.
“Você tem certeza?”, perguntei, a voz trêmula de antecipação.
Ela só sorriu, desceu da cama e foi até a minha gaveta. Voltou com o potinho de lubrificante e um preservativo novo.
“Sabe o que faz”, ela disse, me empurrando de volta na cama. Colocou a camisinha em mim, depois passou o lubrificante, abundante. Depois virou, ficou de quatro, oferecendo o traseiro. “Vai devagar. Mas entra inteiro.”
Passei mais lubrificante nela, nos dedos, preparando. Um dedo entrou fácil. Dois, um pouco mais de resistência. Ela gemeu, mas não pediu pra parar.
“Agora você”, disse, olhando pra trás.
Posicionei na entrada do cuzinho dela. O coração batia forte. Apertei a cabeça do meu pau contra o orifício, devagar.
“Entra”, ela pediu. “Não tenha medo de me machucar.”
Empurrei. Devagar. Sentindo a resistência cedendo, centímetro por centímetro. Ela gemeu alto, a cabeça caída no colchão.
“Tá quase tudo dentro”, eu disse, a voz embargada.
“Enfia o resto”, ela pediu. “De uma vez.”
E eu enfiei. Socada final, até o fundo. Ela gemeu, um som misto de dor e prazer. Ficamos parados por um momento, só sentindo.
“Me move”, ela pediu. “Devagar no começo.”
Comecei a me mover. Movimentos curtos, circulares. A sensação do aperto do cuzinho dela era diferente. Mais intenso. Mais proibido. Cada movimento era uma nova fronteira sendo cruzada.
“Mais forte”, ela pediu depois de um tempo. “Soca mais fundo.”
Socava. Cada vez mais fundo. Cada vez mais forte. Ela gemia, os punhos apertando no lençol. Eu a virei de bruços, entrei por cima, com mais peso, mais profundidade.
“Me bate”, ela pediu. “Na bunda.”
Bati forte. A mão marcando a pele dela. Ela gemeu, o corpo se contraindo em torno do meu pau. Bati de novo. E de novo.
“Não para”, ela pediu. “Soca sem dó.”
Socava mais rápido agora. Sem controle. A cama batendo na parede. Não importava se alguém ouvia. Não importava se o prédio inteiro ouvia. Só importava a sensação dela apertando, o calor, o som dos nossos corpos se encontrando.
“Vou gozar”, eu avisei, a voz trêmula.
“Vem”, ela pediu. “Vem dentro. Goza tudo.”
Socada final. Duas. Três. Gozei forte, mais forte que nunca. Ela gemeu, sentindo o aperto do meu corpo no dela. Quando o último espasmo passou, caí sobre ela, exausto.
Ficamos assim por minutos. A respiração ofegante. A transpiração escorrendo. A música do meu celular já tinha parado fazia tempo, mas só a gente percebeu agora.
Quando me retirei, ela rolou na cama, olhando pra mim. O rosto vermelho, os cabelos bagunçados. Um sorriso satisfeito.
“Você foi melhor que nunca”, ela disse.
“Você foi louca”, respondi, rindo.
“A gente precisa fazer de novo assim”, ela disse, já se levantando. “Depois de me recuperar.”
Fui até o banheiro. Quando voltei, ela já tava vestida.
“Tô indo”, disse. “Tenho prova amanhã.”
“Certo”, respondi, sentando na cama. “Manda mensagem quando puder.”
“Faz isso”, ela disse, me dando um beijo rápido. Não foi um beijo de despedida apaixonado. Foi um beijo de até logo. Um beijo que dizia “isso ainda não acabou”.
E ela saiu. Eu fiquei na cama, o corpo ainda tremendo, o cheiro dela ainda no ar. A gente nunca se perguntou sobre sentimentos. Nunca falou sobre o futuro. A gente só sabia uma coisa: quando a mensagem chegar, a gente vai atender. Sempre.
***
Um mês depois a gente se encontrou no lugar mais improvável: na biblioteca da universidade.
Três meses tinham passado desde aquela primeira noite na festa. A gente ainda se encontrava duas, às vezes três vezes por semana. Nunca combinávamos com antecedência. Era sempre assim: uma mensagem. “Vem?”. E eu ia.
Mas algo tinha mudado naquela semana.
Ela não tinha mandado mensagem. Três dias. Quatro. Uma semana inteira.
Eu não ia perguntar. Esse nunca foi nosso esquema. Sem cobranças. Sem perguntas. Mas confesso que estranhei.
Foi quando a vi na biblioteca, numa quinta à tarde. Ela estava numa mesa no fundo, cercada de livros de Arquitetura, o cabelo preso num coque bagunçado, aquele óculos de grau que ela só usava quando estava cansada demais pra colocar lente.
Nossos olhos se encontraram.
Ela sorriu. Daquele jeito. O jeito que significava uma coisa só.
Levantou, pegou a mochila, e passou por mim sussurrando: “Banheiro do terceiro andar. Dois minutos.”
E lá fomos nós de novo.
***
Duas semanas depois, a mensagem chegou diferente.
“Preciso falar com você. Pessoalmente.”
Gelei. “Falar” nunca foi nosso vocabulário. A gente transava. A gente ria. A gente se despedia. Mas nunca “falávamos”.
Quando cheguei no apartamento dela, percebi que estava nervoso. Pela primeira vez em três meses, eu não sabia o que esperar.
Ela abriu a porta. Shorts curto, camiseta larga, descalça. O visual casual de sempre.
“Entra”, ela disse.
Entrei. Sentei no sofá. Ela sentou do lado.
“Então…”, comecei.
“Então”, ela repetiu, mordendo o lábio. “Acho que a gente precisa conversar sobre… isso.”
Meu estômago apertou. Lá vinha. O papo que eu tinha evitado desde o começo. “O que nós somos”. Expectativas. Compromissos. O fim da liberdade que a gente tinha.
Mas o que ela disse foi diferente.
“Eu conheci um cara”, ela falou, olhando pra mim. “Na faculdade dele. Arquitetura também. A gente tem saído.”
Fiquei quieto. Não sabia o que falar.
“E eu gosto dele”, ela continuou. “Tipo… gosto de verdade. Sabe?”
Entendi na hora.
“Você quer parar”, eu disse. Não foi uma pergunta.
Ela assentiu. “Não porque o que a gente tem não é bom. É. É muito bom. Mas…”
“Mas você quer tentar algo de verdade com ele”, completei.
“É.”
Ficamos em silêncio por um momento.
E então eu sorri. Porque era exatamente isso que a gente tinha combinado desde o começo. Sem drama. Sem expectativas. E quando acabasse, acabaria simples.
“Tudo bem”, eu disse. “Fico feliz por você.”
Ela sorriu também. “Sério?”
“Sério. Foi incrível enquanto durou.”
“Foi”, ela concordou.
Nos levantamos. Ela me deu um abraço. Não foi estranho. Foi… certo.
“Obrigada”, ela sussurrou. “Por não complicar.”
“Obrigada você”, respondi. “Por tudo.”
E saí.
***
Seis meses depois, eu a vi de novo. Ela estava de mãos dadas com um cara alto, óculos, barba bem feita. O cara da Arquitetura, presumo.
Ela me viu. Sorriu. Deu um aceno discreto.
Eu acenei de volta.
E segui meu caminho.
Porque foi exatamente o que tinha que ser. Intenso. Gostoso. Honesto. E quando acabou, acabou do jeito certo.
Três meses depois disso, conheci a Júlia. E com ela, pela primeira vez, eu quis mais do que só química.
Mas essa já é outra história.
FIM
